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Como tudo começou

Clube do Balanço e o tal do Samba Rock!

A história do Clube do Balanço é bem peculiar, não tem nada em comum com a trajetória de outras bandas, não surgiu numa mesa de bar e nem é resultado de uma reunião de amigos da escola. O Clube do Balanço foi criado, em 1999, para uma festa. Nenhum dos músicos envolvidos sabia bem no que ia dar, mas aceitaram a divertida empreitada.
 
 A idéia era fazer um baile que além de uma discotecagem tradicional, também, tivesse música ao vivo. O local escolhido para a festa foi a COHAB I, localizada em Arthur Alvim, periferia de São Paulo. A divulgação foi feita pelo “boca-a-boca” e por cartazes improvisados.

Clube na loja do Tony Hits

 
A apresentação foi um sucesso e a pista ficou pequena para comportar todos os que queriam dançar.  A coisa deu tão certo que logo eles tiveram que procurar novos espaços para tocar, e lá se foram rumo à Vila Madalena - bairro boêmio de São Paulo- com a proposta de fazer uma domingueira. Começaram no Grazie a Dio, onde permaneceram por 2 anos, e em pouco tempo tornou-se natural enfrentar grandes filas para curtir o bom e revigorado sambalanço.

A partir daí o Clube do Balanço não parou mais. A fluência e a energia da banda fazem com que cada uma de suas apresentações seja única e irresistível, ninguém consegue ficar parado.
 
 As domingueiras comandadas pelo Clube reunia admiradores saudosos do samba-rock e também uma garotada que tinha acabado de descobrir este estilo musical, ali era, literalmente, um espaço democrático. Diversos cantores passaram por lá para curtir a festa e acabaram participando dos shows, alguns deles tornaram-se parceiros do CDB entre eles: Bebeto, Paula Lima, Luís Vagner, Marku Ribas, Max de Castro, Wilson Simoninha e outros tantos.
 
 

Mattoli e Erasmo no Blen Blen

 
Logo os fãs clamaram por um disco e como tudo acontece na hora certa, numa dessas disputadas apresentações dominicais, eles conheceram o diretor da gravadora Regata, que havia ido conferir a tão falada banda que revitalizou o samba-rock na cidade, e estúdio lá foram eles.
O primeiro álbum do Clube do Balanço - Swing & Samba Rock -foi lançado em 2001, os integrantes da banda o definiram como “o fruto de uma feliz, divertida e inusitada formação de uma comunidade artística, a fim de redescobrir e revigorar esse tal de samba rock”.
 
 
 

CDB e convidados

O lançamento deste disco aconteceu no extinto Blen Blen e bateu recorde de público. A festa, assim como o álbum, contou com diversas participações especiais, entre elas a do "Tremendão"- Erasmo Carlos. A crítica especializada quando ouviu o repertório passou a considerá-lo: uma obra “auditiva enciclopédica” com “o melhor da produção suingueira nacional do fim dos anos 60/ começo dos 70”.  
 O Clube do Balanço tornou-se referência do gênero. Logo surgiram outras bandas, casas noturnas e escolas de dança que se dispuseram a investir neste filão.

Os experientes e experimentados músicos do CDB: Marco Mattoli, (guitarra e voz), Edu Salmaso (baterista), Fred Prince (percussionista), Tiquinho (trombonista), Marcelo Maita (tecladista) e Gringo Pirrongeli (baixista), Reginaldo Gomes (trompete) e Tereza Gama (voz). Não se deslumbraram e nem perderam o foco, eles continuam a se apresentar com o mesmo entusiasmo daquela primeira festa na COHAB.
 
Em 2005, veio o segundo disco - Samba Incrementado - mais autoral e sem participações.  Em julho de 2009 o Clube do Balanço lançou seu terceiro álbum Pela Contramão as 12 canções que compõem o disco são totalmente autorais e têm umas pitadas de jazz e soul.
 
O Clube do Balanço, despretensiosamente, conseguiu resgatar o Samba Rock do ostracismo e o levou para dar um rolê em 15 países da Europa, eles também estiveram na Nova Zelândia, Singapura e Austrália. Agora podemos dizer que todo o mundo, ou pelo menos boa parte dele, já ouviu “o tal do samba rock”.

CDB na Austrália em 2008

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